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Google anuncia software de apresentação e acirra competição com Office

Google anuncia software de apresentação e acirra competição com Office

Em quase sete anos de existência, o OpenOffice registrou 60 milhões de downloads somente de seu site principal. E 90% são feitos por usuários do sistema operacional da Microsoft. A versão brasileira, BrOffice soma 90 terabytes em downloads, o equivalente a 150 CDs repletos de OpenOffices, sendo que 75% destinam-se a computadores com Windows.

Na avaliação de Louis Suarez-Potts, gerente de desenvolvimento comunitário do projeto OpenOffice.org, que esteve no Brasil durante o FISL 8.0, são necessários dois passos para se juntar à comunidade de software livre. O primeiro é usá-lo e, quanto a isso, o pacote de produtividade considerado o maior projeto único de código aberto parece não ter do que reclamar. O segundo é dar continuidade por meio de desenvolvimento

De fato, usar o software livre ajuda a criar um ecossistema e dar credibilidade ao pacote de cinco softwares cujo núcleo é mantido, atualmente, por cerca de 200 desenvolvedores principais de colaboradores como Novell, Google, Intel e RedHat, coordenados pela Sun Microsystems.

Nesta entrevista, o embaixador do OpenOffice também avalia a pirataria de software, a tática da Microsoft para expandir o uso do padrão concorrente ao ODF (Open Documento Format) e o futuro do OpenOffice.

No final da sua apresentação você fez um apelo para que os usuários mantenham o OpenOffice.org vivo. Ele corre algum perigo?
Louis Suarez-Potts: Fui um pouco dramático (risos). Mas há dois passos para se juntar à comunidade open source. O primeiro é usá-lo. Você, por exemplo, pode usar o Firefox, mas não contribuir com ele. O segundo é assegurar que o software [livre] esteja lá no ano que vem. Do contrário, o que você está seguindo não é a lógica da continuidade, mas a da cultura do commodity, que é depender de coisas das quais você não tem conhecimento ou não tem profundo conhecimento, e apenas comprá-las.

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